domingo, 24 de agosto de 2025

Do Choque à Consciência: Um Novo Caminhar no Evangelho

 


Do Choque à Consciência: Um Novo Caminhar no Evangelho

Quando a missão fala mais alto que a crítica



Um choque de realidade

Ao retornar aos caminhos do Senhor Jesus, após longo tempo afastado, fui surpreendido por um choque de realidade. Reencontrar a fé foi como respirar novamente, mas também me trouxe a dolorosa percepção de que muitas práticas hoje aceitas em nosso meio estão distantes da Palavra de Deus. Algumas, inclusive, contrárias ao evangelho puro e simples que aprendemos desde o princípio.

Foi nesse contexto que firmei no coração: não aceitarei como normal aquilo que a Bíblia condena, ainda que venha de pessoas influentes em nosso meio.

O início da Rádio Pavio Que Fumega

Nos dois primeiros anos, a Rádio Pavio Que Fumega dedicou-se não apenas a resgatar as tradições da igreja antiga, mas também a denunciar práticas vergonhosas dos atuais fanfarrões do evangelho. Fizemos isso movidos por zelo, desejosos de defender a honra do Senhor.

Entretanto, ao longo dessa caminhada, percebi que havia um risco de o foco da crítica ocupar mais espaço do que a proclamação do evangelho.

Um episódio marcante

Recentemente, o vazamento de áudios de uma grande liderança evangélica revelou um linguajar incompatível com o ministério. Mas o que mais me chamou a atenção foi a reação subsequente: um pedido de perdão que pareceu mais um ataque aos que se escandalizaram do que um verdadeiro reconhecimento de falha.

A habilidade de oratória e o vasto conhecimento bíblico daquele líder foram usados para se defender, transferindo a culpa para quem não aceitou o mau exemplo. Ao final, parecia mais culpado o irmão decepcionado do que o próprio autor das palavras impróprias.

Poderíamos lembrar as palavras do Senhor: “A boca fala do que o coração está cheio” (Mateus 12:34), ou ainda que “não pode a mesma fonte jorrar água doce e salgada” (Tiago 3:11). Mas prefiro tirar dessa experiência uma lição maior.

A missão maior

Denunciar o erro é necessário, mas percebi que há um risco de a denúncia se tornar o centro da mensagem. E nosso chamado vai além disso: é anunciar as boas novas de Jesus Cristo, resgatar soldados feridos, levantar os que pararam no caminho e alcançar aqueles que nunca ouviram falar do amor do Salvador.

Esse episódio marcou uma nova fase para a Rádio Pavio Que Fumega e, em especial, para o programa Crente Inteligente. A partir de agora, nossa postura editorial será mais voltada à proclamação da verdade eterna do evangelho do que à crítica de homens.

Um compromisso renovado

Reconheço a função social e patriótica que certas lideranças exercem, mas não posso aprovar os meios utilizados. De nossa parte, seguimos buscando agradar somente ao Senhor.

Pedimos a Deus sabedoria, clamamos pela Igreja de Cristo em todas as denominações e suplicamos que o Espírito Santo continue a falar em nossos corações. Assim, seguiremos servindo ao Senhor Jesus, fiéis à missão que Ele nos confiou.

Samuel Souza

Jornalista - Apresenta Crente Inteligente


domingo, 3 de agosto de 2025

Igreja é lugar de conversar — mas com quem?


 Igreja é lugar de conversar — mas com quem?

Vivemos tempos de solidão barulhenta. As redes estão cheias, mas os corações, vazios. Cada vez mais pessoas anseiam por um abraço sincero, uma escuta atenta, um momento de partilha real. O ser humano foi criado para o convívio — “não é bom que o homem esteja só”, disse o Senhor no Éden. Precisamos conversar, interagir, sorrir, chorar juntos.

Nesse contexto, a igreja surge como um farol para muitos: um lugar onde há gente, calor, atenção. Um espaço onde os nomes importam, onde há oração e café, onde irmãos se encontram. E, sim, igreja é lugar de conversar. Mas, cuidado: com quem e sobre o quê?

Aqui está o ponto onde muitos se perdem.

Alguns, ao ouvirem que a igreja é um lugar de comunhão, confundem-na com um clube social. Trocam a reverência pelo entretenimento. Transformam o templo num salão de bate-papo. Riem alto durante o culto, atualizam conversas paralelas, enviam mensagens no celular enquanto a Palavra é pregada. E fazem isso crendo que estão "à vontade na casa do Pai". Mas... será mesmo?

O Deus que conversa... mas também que cala

A Palavra nos ensina que Deus é um Deus de diálogo. Ele falou com Adão no jardim, com Moisés no monte, com Elias na caverna. Ele quer se comunicar conosco. Mas essa conversa tem um ambiente sagrado: o temor.

O Tabernáculo no deserto, o Templo de Salomão, a nuvem que enchia o lugar santo… tudo isso apontava para algo: a presença de Deus não é banal. O mesmo Deus que falava do meio da sarça ordenou que Moisés tirasse as sandálias — lugar santo exige postura santa.

Lembramos de Nadabe e Abiú, filhos de Arão. Ofereceram “fogo estranho” diante do Senhor, e foram consumidos (Levítico 10:1-2). Zelo? Exagero? Não. Santidade. Referência clara de que na casa de Deus não se entra de qualquer jeito, nem se age como se fosse uma praça.

Jesus também virou a mesa

Quando o Senhor Jesus entrou no templo e viu ali um mercado de distrações e interesses, Ele não sorriu. Fez um chicote de cordas e expulsou os cambistas. “Minha casa será chamada casa de oração”, declarou com autoridade.

Se Jesus andasse hoje entre os bancos de muitos templos, talvez não precisasse expulsar vendedores, mas sim os que profanam o culto com conversas vazias e corações dispersos.

Então, igreja é lugar de conversar... com Deus.

De joelhos. Em espírito. Com atenção plena. Igreja é o lugar onde o céu se encontra com a terra, onde a alma se derrama, onde o pecador encontra perdão, e onde o Santo está presente.

Sim, antes e depois do culto, sorria, abrace, compartilhe. Mas no culto, silencie seu coração. Cale o WhatsApp. Recolha-se em temor. Respeite quem está ouvindo. Honre o Deus que está falando. Ele ainda fala — mas não grita para competir com nossas distrações.

Conclusão

Não há maior alegria do que conversar com os irmãos — e mais ainda, com o Pai. Mas que a casa dEle não se torne um palco para banalidades. O mesmo Deus que chama, também pesa a mão. O mesmo Deus que é amor, é fogo consumidor.

Quem tem ouvidos, ouça. E reverencie.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Glamourizar o Crime e Perseguir os Justos? O Brasil Precisa Acordar



Introdução

Vivemos dias difíceis no Brasil, em que o certo e o errado parecem ter trocado de lugar. Como cristão conservador, assisto com preocupação o avanço de uma cultura que exalta o crime e marginaliza quem defende a moral, a fé e a ordem. O que ocorreu recentemente com a saída da prisão do MC Poze é só mais um reflexo dessa inversão de valores: um homem com histórico de apologia ao crime sendo recebido como se fosse um herói.

A inversão de valores à luz da Bíblia

Enquanto isso, pessoas que professam a fé cristã, que pregam valores morais, que trabalham com honestidade e levantam a voz contra os abusos deste mundo, são tratadas como ameaça. Há uma perseguição velada (e às vezes nem tão velada assim) contra aqueles que se posicionam com coragem e clareza. A Palavra de Deus já advertia sobre tempos assim:

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!"
(Isaías 5:20)

A justiça está sendo corrompida por narrativas que desprezam a verdade e premiam o escárnio. O crime é romantizado, a violência é banalizada, e o evangelho é constantemente ridicularizado. Tudo isso afasta a sociedade do padrão de Deus e aproxima a nação do juízo. Uma cultura que valoriza marginais e pune os que buscam a justiça está espiritualmente doente.

Conclusão

O Brasil precisa de arrependimento. Precisamos clamar para que o Senhor restaure os valores eternos em nossos corações e na nossa sociedade. Não podemos nos calar diante dessa inversão. Como cristãos, temos o dever de erguer a voz em favor da verdade, da justiça e da vida. Que Deus tenha misericórdia do nosso povo e nos conceda um reavivamento moral e espiritual — antes que seja tarde demais.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Uma Reflexão Ética Cristã sobre a Interação nas Redes Sociais

 


Uma Reflexão Ética Cristã sobre a Interação nas Redes Sociais


Vivemos em uma era onde a comunicação acontece em tempo real. Uma simples mensagem de WhatsApp pode atravessar continentes em frações de segundo, conectando pessoas independentemente da distância. No entanto, muitas vezes negligenciamos a importância de responder a essas mensagens, seja por falta de tempo ou por julgarmos seu conteúdo irrelevante.

Este texto propõe uma reflexão sobre a necessidade ética e cristã de dar atenção às mensagens que recebemos. Afinal, ninguém é tão ocupado ou importante a ponto de não poder dedicar um momento para responder. O maior exemplo disso é Jesus Cristo, que, mesmo em sua maior aflição na cruz, encontrou tempo para confortar um desconhecido: o ladrão ao seu lado.

A Urgência da Resposta: Uma Perspectiva Ética

Na sociedade atual, a rapidez e a eficiência na comunicação são celebradas. Entretanto, essa agilidade pode levar à desumanização das interações. Ignorar uma mensagem pode parecer algo insignificante, mas, na verdade, revela descaso e desvalorização do outro.

Do ponto de vista ético cristão, cada pessoa é um ser de valor inestimável, criado à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Assim, responder a uma mensagem, por mais simples que seja, é um ato de reconhecimento da dignidade do remetente.

Nas redes sociais, onde a impessoalidade é comum, é essencial lembrar que por trás de cada mensagem há uma pessoa com sentimentos e expectativas. Ignorá-la pode não apenas magoar, mas também comprometer o senso de comunidade cristã, que deve ser baseado no amor e na atenção mo m\u00futua (João 13:34-35).

Cristo na Cruz: Um Exemplo Supremo de Atenção

A crucificação de Cristo nos oferece um exemplo poderoso de atenção mesmo em meio à dor. Em Lucas 23:39-43, lemos sobre os dois ladrões crucificados ao lado de Jesus. Um deles, em meio à sua agonia, clama a Jesus para que se lembre dele. E, mesmo em seu sofrimento extremo, Cristo ouve e responde com palavras de consolo e esperança: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43).

Esse episódio reforça uma verdade fundamental: independentemente de quão ocupados ou angustiados possamos estar, sempre podemos encontrar tempo para atender ao próximo. No auge de sua missão redentora, Jesus não ignorou o clamor de um desconhecido, ensinando-nos que a compaixão e a atenção ao outro são prioridades inegociáveis na vida cristã.

Aplicando essa Reflexão ao Uso das Redes Sociais

Diante do exemplo de Cristo, como podemos aplicar essa ética de atenção nas nossas interações diárias no ambiente digital? Algumas práticas simples podem fazer toda a diferença:

  1. Responda com Prontidão: Sempre que possível, responda às mensagens com rapidez. Isso demonstra ao remetente que ele é valorizado.

  2. Seja Claro e Gentil: Mesmo que a resposta seja breve, uma palavra educada e atenciosa pode alegrar o dia de alguém.

  3. Priorize a Comunicação Humana: Não permita que a tecnologia substitua a empatia e a conexão pessoal.

  4. Mantenha-se Disponível: Se não puder responder de imediato, avise que precisará de mais tempo para dar a atenção devida.


Responder a uma mensagem pode parecer algo pequeno, mas tem um significado profundo no contexto ético e cristão. Jesus nos mostrou, com seu exemplo na cruz, que ninguém está tão ocupado que não possa dedicar um momento ao próximo.

Em um mundo onde a comunicação é rápida, mas muitas vezes superficial, precisamos lembrar dessa lição de amor e atenção. Ao respondermos com diligência e compaixão, honramos aqueles que nos procuram e vivemos os princípios cristãos de respeito e amor ao próximo.


Por Samuel Souza

sábado, 15 de fevereiro de 2025

A Ética Cristã no Uso do WhatsApp


 A Ética Cristã no Uso do WhatsApp

*Samuel Souza

O WhatsApp é uma das ferramentas mais usadas no nosso dia a dia, facilitando a comunicação instantânea entre pessoas de diferentes partes do mundo. No entanto, essa facilidade de comunicação traz consigo responsabilidades éticas, especialmente para os cristãos, que são chamados a viver de maneira íntegra e transparente.

Promessas Não Cumpridas

Uma das questões que frequentemente surge no uso do WhatsApp é a de promessas não cumpridas. Quantas vezes já prometemos responder a uma mensagem mais tarde e nunca cumprimos essa promessa? Ou concordamos em participar de um evento ou encontro e, sem qualquer justificativa, não aparecemos? Biblicamente, isso pode ser visto como uma forma de desonestidade.

A Bíblia nos ensina a importância da palavra dada. Em Mateus 5:37, Jesus nos instrui: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." Quando prometemos algo e não cumprimos, estamos indo contra esse princípio, o que pode causar frustração e desconfiança nas nossas relações.

Visualizar Mensagens e Não Responder

Outro comportamento comum no uso do WhatsApp é visualizar mensagens, especialmente aquelas que contêm perguntas (ponto de interrogação), e não responder. Esse ato pode ser interpretado como descaso ou falta de consideração com a pessoa que enviou a mensagem. Deixar alguém sem resposta pode causar ansiedade, frustração e sentimentos de rejeição.

Em Filipenses 2:3-4, somos incentivados a considerar os outros superiores a nós mesmos e a cuidar dos interesses deles: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros." Ao ignorar mensagens, especialmente aquelas que claramente esperam uma resposta, estamos falhando em não demonstrar amor e respeito pelo próximo.

O Modo Invisível no WhatsApp

Muitos cristãos optam por usar o modo invisível no WhatsApp, onde é impossível para os outros saberem se a mensagem foi visualizada ou não. Embora isso possa parecer uma solução conveniente para evitar a obrigação de responder imediatamente, essa prática pode levar a tentações e comportamentos pouco éticos.

Motivos Justificáveis para Evitar o Modo Invisível:

  1. Transparência e Honestidade: A Bíblia valoriza a honestidade. Em Efésios 4:25, somos exortados a abandonar a mentira e falar a verdade com o próximo. Usar o modo invisível pode ser visto como uma forma de ocultar a verdade, criando uma barreira para uma comunicação honesta.

  2. Responsabilidade e Respeito: Quando os outros sabem que visualizamos uma mensagem, temos a responsabilidade de responder, promovendo respeito mútuo. Em 1 Pedro 3:8, somos chamados a ser compassivos, amorosos e humildes, qualidades que são refletidas na forma como nos comunicamos.

  3. Evitar a Tentação: O modo invisível pode ser uma tentação para ignorar mensagens e evitar responsabilidades. Em 1 Coríntios 10:13, somos lembrados de que Deus não permite que sejamos tentados além das nossas forças e que sempre providencia um escape para que possamos resistir. Evitar o modo invisível é uma maneira de não nos expormos a tentações desnecessárias de negligenciar as necessidades dos outros.

Conclusão

O uso ético do WhatsApp é um reflexo do nosso compromisso cristão com a verdade, a transparência e o respeito pelo próximo. Cumprir promessas, responder às mensagens com consideração e evitar práticas que possam levar à desonestidade são formas de demonstrar nosso amor a Deus e ao próximo. Ao manter nosso WhatsApp em um modo que promove responsabilidade e comunicação aberta, estamos vivendo de acordo com os princípios bíblicos e sendo luz no mundo digital.



*Jornalista e diretor da Web Rádio Pavio Que Fumega

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

A Indústria do Escândalo e a Degradação do Evangelho na Internet


 


Há apenas três dias, escrevi o artigo Sensacionalismo: AMorte Não É Palco Para Likes!, abordando o uso de tragédias para gerar engajamento na internet. Infelizmente, o assunto continua atual e exige uma nova reflexão. O falecimento da Bispa Keila Ferreira trouxe à tona mais uma vez a forma cruel como alguns "influenciadores" exploram tragédias e polêmicas para obter visualizações e monetização. Escândalos têm sido transformados em mercadoria, e a fé cristã, infelizmente, se tornou um dos alvos prediletos dessa indústria do sensacionalismo.

No programa Crente Inteligente, transmitido de segunda a sexta, das 9h às 11h50 na web rádio Pavio Que Fumega, tenho levantado esse alerta: até que ponto consumir esse tipo de conteúdo nos torna cúmplices desse ciclo destrutivo? A Bíblia já previa esse tipo de comportamento e deixa claro o juízo reservado tanto para aqueles que promovem escândalos quanto para aqueles que os alimentam.

O Que a Bíblia Diz?

A Palavra de Deus condena explicitamente aqueles que semeiam contendas e espalham notícias destrutivas sobre o povo de Deus:

  • Provérbios 6:16-19 afirma que Deus odeia "a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos".

  • Mateus 18:6-7 alerta: "Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!".

  • Efésios 4:29 nos exorta a falar apenas "o que for bom para promover a edificação".

O consumo desse tipo de conteúdo também é repreendido:

  • 2 Timóteo 4:3-4 fala sobre os que "amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências e desviarão os ouvidos da verdade".

  • Provérbios 17:4 ensina que "o ímpio atenta para o lábio iníquo, e o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna".

  • Salmo 1:1 destaca que o justo "não se assenta na roda dos escarnecedores".

A Responsabilidade do Povo de Deus

Como cristãos, temos o dever de rejeitar essa cultura do escândalo e do entretenimento baseado na destruição da reputação alheia. Não podemos fortalecer aqueles que transformam a dor e a fé dos outros em moeda de troca para curtidas e compartilhamentos. Em vez disso, devemos nos apegar ao ensino de Filipenses 4:8:

"Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."

Reflexão e Ação

O fato de precisar voltar a esse assunto tão rapidamente só reforça o quanto essa prática está se alastrando e prejudicando o testemunho cristão.

O programa Crente Inteligente segue com essa reflexão, chamando a atenção dos ouvintes para o perigo dessa prática que, além de desonrar o Evangelho, coloca os envolvidos em risco espiritual. Não podemos permitir que a busca por escândalos desvie nossa atenção daquilo que realmente importa: a pregação da Palavra de Deus e a edificação da Igreja.

Fica o desafio: vamos dar audiência ao que edifica ou continuar fortalecendo aqueles que lucram com a destruição da fé alheia?

Samuel Souza

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Sensacionalismo: A Morte Não É Palco Para Likes!



Bispa Keila Ferreira e Bispo Samuel Ferreira

Sensacionalismo: A Morte Não É Palco Para Likes! 

No último sábado, 01 de janeiro de 2025, o meio evangélico foi tomado por uma notícia triste: o falecimento da Bispa Keila Ferreira, esposa do Bispo Samuel Ferreira, líder da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brás, na capital paulista. Aos 52 anos, ela partiu, deixando uma trajetória marcada pela fé, pelo serviço cristão e pelo carinho de muitos fiéis.

Como acontece nesses momentos de perda, era de se esperar que a comoção tomasse conta da comunidade cristã. No entanto, o que se viu foi um fenômeno cada vez mais comum nas redes sociais: a transformação do luto em palco para engajamento digital. A morte, que deveria ser tratada com respeito e reflexão, tornou-se uma oportunidade para alguns ditos cristãos criarem postagens sensacionalistas, explorando o ocorrido para atrair cliques, likes e seguidores.

O que mais impressiona é a proliferação de "profecias aleatórias" e interpretações ligadas ao falecimento da Bispa Keila. Postagens sugerindo que sua morte já havia sido "revelada" têm se espalhado rapidamente. O que antes poderia ser visto como uma simples manifestação da curiosidade humana, agora se tornou um mecanismo perigoso de manipulação da fé alheia.

A Bíblia nos alerta contra aqueles que buscam torcer a verdade para benefício próprio. Em Mateus 23:15, Jesus condena os fariseus por sua hipocrisia e exploração da fé do povo: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós." Quantos hoje não se encaixam nessa exortação, ao usar tragédias para alimentar seu próprio crescimento digital?

O evangelho não precisa de tragédias para gerar engajamento. A mensagem de Cristo é suficiente por si só. A dor de uma família e de uma comunidade não deveria ser explorada como um meio para conquistar curtidas ou aumentar visualizações. Há uma linha muito tênue entre informar e especular, entre homenagear e explorar. Infelizmente, muitos a têm cruzado sem receio.

Neste momento de luto, que nossa postura seja de respeito, de oração pela família enlutada e de compromisso com a verdade. Que possamos rejeitar toda forma de sensacionalismo e lembrar que o verdadeiro evangelho não se sustenta em teorias e especulações, mas sim no amor, na compaixão e na esperança da vida eterna.



Do Choque à Consciência: Um Novo Caminhar no Evangelho

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