sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Pastor Atanael Souza - Uma Vida De Fé e Transformação

 


Angra dos Reis, com suas ilhas, montanhas e mar exuberante, guarda histórias que vão muito além de sua beleza natural. Entre elas está a de Atanael de Souza, um homem cuja vida se tornou testemunho vivo de fé, perseverança e amor ao próximo. Sua caminhada não se explica apenas por datas ou cargos, mas pela forma como Deus foi se revelando em cada etapa de sua história.

Conhecido carinhosamente como Nael, Atanael sempre demonstrou um coração sensível à voz de Deus. Desde cedo, aprendeu que a fé não é um discurso vazio, mas uma prática diária, forjada muitas vezes em meio às dores e desafios. Essa compreensão nasceu dentro de casa, no seio de uma família simples, marcada por limitações materiais, mas profundamente influenciada pela fé de sua mãe, Aurelina. Mulher piedosa, ela ensinou seus filhos a orar, a confiar no Senhor e a permanecer firmes mesmo quando a vida parecia dura demais. Esse legado espiritual se tornaria um alicerce inabalável na vida de Atanael.

Ao longo dos anos, a família enfrentou perdas, tragédias e provações que deixaram marcas profundas, mas também fortaleceram laços e moldaram um caráter resiliente. Foi nesse ambiente que Atanael aprendeu que a esperança em Deus não elimina o sofrimento, mas dá sentido a ele.

Em sua juventude, o desejo por uma fé viva e autêntica passou a inquietar seu coração. Ele não se conformava com uma espiritualidade mecânica ou superficial. Em meio a reuniões de oração e momentos de busca intensa, fez um clamor que definiria sua trajetória: pediu a Deus que sua vida tivesse relevância. Esse pedido, feito em quebrantamento, ecoou por toda a sua caminhada ministerial.

Antes mesmo de se dedicar integralmente ao pastoreio, Atanael expressou sua vocação de servir atuando na área da saúde, no Hospital Codrato de Vilhena. Ali, seu cuidado com as pessoas ia além da técnica profissional; havia compaixão, escuta e sensibilidade espiritual. Esse mesmo espírito de serviço acompanharia seu ministério pastoral, que foi ganhando forma de maneira natural e consistente.

Ao longo de sua caminhada, Atanael pastoreou igrejas, formou líderes e esteve presente em momentos decisivos na vida de muitas pessoas. Seu ministério foi marcado por orações que trouxeram cura, libertação e restauração, sempre apontando para Cristo como a fonte de toda transformação. Os testemunhos que o acompanham falam por si: uma criança curada quando tudo indicava a necessidade de cirurgia, vidas alcançadas pela mensagem do Evangelho, corações endurecidos sendo quebrantados pelo poder da Palavra, inclusive o de alguém que vivia envolvido com o satanismo.

Mesmo assim, sua história não foi construída apenas sobre vitórias. Atanael enfrentou dores profundas, como a perda de amigos em um grave acidente automobilístico. Nesse episódio, seu filho Thiago sobreviveu de forma milagrosa, trazendo consolo em meio ao luto. Sustentado pela fé, Atanael aprendeu a transformar sofrimento em testemunho e dor em esperança.

Hoje, o Pastor Atanael de Souza exerce o ministério como pastor sênior da Igreja Evangélica Propósito Eterno, em Angra dos Reis. Além disso, apresenta diariamente o Momento da Oração na Rádio Pavio Que Fumega, onde suas ministrações simples, bíblicas e cheias de sensibilidade espiritual têm impactado profundamente os ouvintes, fortalecendo a fé, trazendo consolo e renovando a esperança de muitos.

A vida do Pastor Atanael não pode ser resumida a uma sequência de acontecimentos. Ela é, acima de tudo, a prova de que uma fé genuína transforma histórias, sustenta em meio às perdas e continua produzindo frutos ao longo do tempo. Seu legado permanece como convite e inspiração: buscar uma vida de intimidade com Deus, marcada por oração, humildade e total dependência do Senhor.





quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Quando a Fidelidade Se Torna Ministério


 

Quando a Fidelidade Se Torna Ministério



A Rádio Pavio Que Fumega nasceu com um propósito simples e profundo: reacender corações, despertar vidas e alcançar aqueles que estão afastados de Jesus. Embora nossa programação sirva ao cristão conservador que busca louvores, mensagens bíblicas e conteúdo edificante, nosso foco principal é alcançar quem está distante, ferido, frio na fé ou perdido no caminho.
E para que esse objetivo se cumpra, não basta uma equipe. É preciso um povo.

Entre os muitos irmãos que caminham conosco, a irmã Ester Pires, de Valinhos/SP, se tornou um exemplo precioso. Mais do que uma ouvinte fiel desde os primeiros dias, ela assumiu — sem jamais pedir reconhecimento — um papel de cooperação que honra o Reino de Deus. Na intercessão, encontra força; na divulgação, demonstra zelo; e no envio de louvores, sugestões e observações construtivas, exerce aquilo que podemos chamar, com todo respeito, de uma “onbudsman na informalidade”: uma voz madura e equilibrada que nos ajuda a manter o foco, a clareza e a fidelidade doutrinária.

É importante dizer: a irmã Ester não gosta de autopromoção. É discreta, reservada e comprometida somente em agradar ao Senhor. Mas é justamente por isso que seu exemplo merece ser registrado — não para sua exaltação pessoal, e sim para inspirar outros.

A verdade é simples: Quando alguém se envolve com a rádio, está evangelizando junto.
Quem ora, quem divulga, quem sugere, quem contribui, quem compartilha… todos participam da mesma obra. A Palavra que chega a alguém afastado pode ter passado pelo esforço silencioso de um intercessor, pela dedicação de quem enviou uma música, pela fidelidade de quem compartilhou um link.

Nestes dois anos no ar, a Rádio Pavio Que Fumega já alcançou números expressivos de audiência e cresceu tecnicamente de forma visível. E esse avanço continua dia após dia. Isso só é possível porque entendemos que este trabalho não é um projeto pessoal da direção, mas um ministério de evangelização. Nossa prioridade não é nome, não é palco, não é status — é o Reino de Deus.

Por isso, registramos aqui nossa gratidão pela vida da irmã Ester, e ao mesmo tempo lançamos um convite sincero a todos os ouvintes: Se você tem tempo, dons ou disposição, há muito que pode fazer pela obra. Orar. Divulgar. Sugerir conteúdos. Enviar louvores edificantes. Ofertar quando Deus tocar. Cada gesto conta. Cada mão que se une fortalece a missão.

A chama continua acesa — e ela se mantém viva porque muitos, como a irmã Ester, decidiram somar.

Que o Senhor levante ainda mais cooperadores, e que a Rádio Pavio Que Fumega siga sendo instrumento para reacender corações em todo lugar.
Para a glória de Deus. Sempre.



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

RETROSPECTIVA PAVIO QUE FUMEGA — UM ANO EM QUE A MÃO DE DEUS NOS CARREGOU


RETROSPECTIVA PAVIO QUE FUMEGA — UM ANO EM QUE A MÃO DE DEUS NOS CARREGOU 

Quando olhamos para este ano que está terminando, algo nos emociona profundamente: o Senhor esteve conosco em cada passo. Não foi apenas mais um ano de programação; foi um ano em que sentimos, de maneira real, o cuidado, a direção e o sopro de Deus sobre a Rádio Pavio Que Fumega.

Quantas vezes entramos no ar cansados, mas fomos renovados enquanto anunciávamos a Palavra? Quantos lares foram alcançados quando nem imaginávamos? Quantos testemunhos chegaram, dizendo que um louvor específico, uma mensagem antiga, uma palavra simples, restaurou alguém que já não tinha forças? Esse é o nosso combustível. É por isso que seguimos. É por isso que existimos.

Vivemos um tempo em que o mundo parece girar cada vez mais rápido rumo ao caos. As profecias se desenrolam diante de nós não como teoria, mas como realidade viva. Em Israel, os conflitos e tensões lembram o relógio profético que avança sem pausa. Em nações da Europa, como a França, vemos a fé sendo empurrada para as margens, enquanto a secularização tenta sufocar qualquer respiro de espiritualidade bíblica. Tudo isso apenas confirma aquilo que Jesus disse: “Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo…”

E se o tempo é urgente, nossa missão também é.

A Pavio Que Fumega não foi chamada para entreter. Não foi chamada para agradar. Foi chamada para despertar. Para reacender. Para manter acesa a chama que muitos pensam estar se apagando.

Por isso seguimos transmitindo a Palavra genuína, o louvor que edifica, a mensagem que confronta, consola e transforma. Nosso coração se alegra por poder ser, ainda que pequeninos, uma voz no deserto clamando: “Endireitai o caminho do Senhor!”

E aqui, de joelhos diante de Deus, nasce nossa gratidão.

Agradecemos ao Senhor, que sustentou cada equipamento, cada transmissão, cada madrugada de programação. Agradecemos a você, ouvinte, que caminha conosco, que crê nessa rádio, que ora, contribui, divulga e participa. Agradecemos aos colaboradores e parceiros que se colocaram na brecha conosco, entendendo que esta obra não é nossa — é do Senhor.

Vocês fazem parte da história que o céu está escrevendo através desta emissora. E enquanto Deus nos der vida, enquanto houver graça, enquanto houver um coração sedento do outro lado do rádio… nós continuaremos.

O nosso convite é simples e sincero: permaneça conosco no próximo ano. Vamos seguir lado a lado, sustentando a chama, anunciando a verdade e aguardando o breve retorno do nosso Rei.

Que o Senhor nos conduza com misericórdia e poder para mais um ano de obra, fé e perseverança.

Pavio Que Fumega — a rádio para quem tem saudades de Sião.



sábado, 6 de dezembro de 2025

Pregador ou Contador de Histórias? – O Perigo de Desviar a Mensagem do Púlpito

 


Pregador ou Contador de Histórias? – O Perigo de Desviar a Mensagem do Púlpito

Nos últimos anos, um fenômeno tem se tornado cada vez mais comum nos púlpitos: pregadores que, ao invés de expor as Escrituras com clareza, passam a maior parte do tempo contando histórias pessoais, relatando experiências emocionais, tentando arrancar risos da plateia ou até mesmo tecendo críticas a outros ministérios. É como se a oportunidade preciosa – e séria – de pregar a Palavra do Senhor tivesse se tornado uma vitrine para carisma, criatividade ou autopromoção.

Não é que testemunhos sejam maus, nem que uma breve ilustração não possa enriquecer uma mensagem. O problema surge quando o sermão é construído em torno do pregador, e não da Escritura. Quando a mensagem deixa de ser um “Assim diz o Senhor” para se tornar um “Deixem-me contar o que aconteceu comigo”. Quando o púlpito, que deveria ser um lugar de reverência, se torna um palco.

E isso é grave.

O púlpito não é um programa de auditório

Programas como o Crente Inteligente – que têm a proposta de informar, admoestar, despertar e até entreter – naturalmente utilizam histórias, críticas bem fundamentadas e linguagem mais leve quando o assunto pede. Essa é a proposta. É o formato. É o ambiente certo para essa abordagem.

Mas púlpito não é programa.

Púlpito é campo santo.

No púlpito, espera-se que a Escritura seja o centro, que o pregador seja apenas um instrumento e que Cristo seja o destaque. Ali, o povo de Deus não está reunido para ouvir o senso de humor do pregador, nem para conhecer seus feitos, traumas ou glórias; está reunido para ouvir a voz de Deus por meio da Palavra de Deus.

Quando o conteúdo pessoal substitui o bíblico

Quando o pregador passa mais tempo falando de si mesmo do que das Escrituras, três coisas acontecem:

1. A igreja deixa de ser alimentada

Experiências pessoais não substituem doutrina, exortação, ensino, correção e consolo bíblico. São como aperitivos servidos no lugar da refeição principal.

2. O foco se desloca

O púlpito começa a girar em torno da figura do pregador. E onde o homem é engrandecido, Cristo é ofuscado.

3. A oportunidade é desperdiçada

A chance de abrir a Bíblia, confrontar o pecado, consolar os aflitos e anunciar o evangelho é perdida. E isso é algo pelo qual todo pregador responderá diante de Deus.

Pregadores que estudam e oram nunca ficam sem mensagem

Há quem se apoie em histórias porque tem pouca familiaridade com as Escrituras. Mas nenhum pregador que ora, estuda e vive a Palavra fica sem conteúdo. A Bíblia é inesgotável. Sempre há advertência, consolo, promessa, doutrina, sabedoria e direção.

A falta de foco bíblico não é falta de assunto. É falta de preparo ou falta de prioridade.

O púlpito clama por seriedade

Vivemos dias em que o entretenimento domina, e muitas igrejas cedem à pressão de tornar tudo “leve”, “agradável”, “divertido”. É compreensível que programas de rádio e conteúdo digital naveguem por esses formatos – há espaço legítimo para isso, desde que feitos com responsabilidade cristã.

Mas uma coisa é entreter quando o formato permite.

Outra coisa é transformar o púlpito num espetáculo.

O púlpito exige gravidade, reverência, compromisso com a verdade e fidelidade ao texto bíblico. Ali, não há espaço para vaidade, disputas, brincadeiras forçadas ou apresentações pessoais.

O chamado é simples: voltemos à Palavra

A igreja não precisa de celebridades. Precisa de pregadores que abram a Bíblia.

Precisa de homens que digam o que muitos não querem ouvir, mas precisam ouvir.

Precisa de servos que entendam que o púlpito não é uma oportunidade para causar boa impressão, mas para anunciar o evangelho com convicção.

Histórias podem ilustrar, mas não podem conduzir. Testemunhos podem somar, mas não podem substituir. Humor pode aliviar, mas não pode guiar.

Cristo deve ser o centro. Sempre.

E todo pregador que ama a Deus e ama a igreja sabe disso.


terça-feira, 4 de novembro de 2025

Empresários da Fé: Quando o Evangelho Vira Produto

 



Empresários da Fé: Quando o Evangelho Vira Produto



Quando uma alma se rende a Cristo, parece que o céu abre as janelas e derrama luz como manhã depois de tempestade. Há festa, há canto, há esperança. Poucas coisas brilham mais que o brilho no rosto de alguém que encontrou a Verdade e o Caminho.

Mas que dor amarga é ver, logo depois, que tantos desses “convertidos” não buscam cruz, arrependimento e serviço, e sim palco, produto e faturamento. Não se vê fruto de transformação, só o lucro como norte. Em vez de Bíblia surrada e joelho calejado, vemos ring light, slogan pronto e “mentoria de avivamento” por assinatura mensal.

O mercado da fé virou vitrine digital. Proliferam “empreendedores ungidos”, oferecendo chave, código, manto, desbloqueio, experiência, conferência VIP, tudo com botão de compra piscando como letreiro de neon. Parece o surto das locadoras de VHS ou das pizzarias de bairro de décadas atrás: onde o povo correu, a ambição correu mais rápido. Só que agora não se vende pizza, vende-se promessa; não se aluga filme, aluga-se espiritualidade por parcelas.

A tristeza maior não é a esperteza de quem monta essa feirinha gospel. A tristeza maior é a cegueira de tantos que seguem batendo palmas, compartilhando, comentando, dando engajamento como quem bombeia gasolina no tanque do engano. Ficam eletrizados por frases bonitas e câmeras bem posicionadas, enquanto a verdade bíblica grita abafada no fundo.

E enquanto isso, o pregador sincero, que carrega sua Bíblia e uma toalhinha dentro da mochila, anda de ônibus, pega poeira na estrada, ora para ter o valor da passagem e o pão do dia. Ele prega para vinte pessoas numa congregação esquecida, enquanto o “influenciador do altar” faz check-in em hotel de luxo.

Mas Deus vê. O Deus que pesou o coração de Faraó e contou as lágrimas de Ana não perdeu seu olhar. Ele não troca o secreto pela vitrine. Ele não falha com quem o busca de verdade.

O mercado pode subir e descer como maré. Os “empresários da fé” podem colecionar seguidores como moedas. Mas aquele que semeia com sinceridade colhe no tempo certo. O Senhor ainda sustenta o humilde, ainda exalta o fiel, ainda honra o servo que dobra o joelho longe das câmeras.

Não se escandalize, leitor. Não se canse. Não desista. O Cristo que purificou o templo com cordas nas mãos continua purificando corações e derrubando mesas. A fidelidade dele não falha, e quem o busca de coração jamais fica desamparado.

Samuel Souza
Diretor da Rádio Pavio Que Fumega


terça-feira, 28 de outubro de 2025

O Altar Não Tem Sobrenome

 


“O Altar Não Tem Sobrenome”

(Um alerta sobre o nepotismo que disfarça herança de sangue em chamado divino)



Há coisas que o tempo aceita com naturalidade — e há outras que o tempo deveria ter vergonha de aceitar.


É normal que um pai deixe sua empresa para o filho, afinal, o patrimônio é dele. É compreensível que um artista tente empurrar o filho para o palco — ainda que o talento não acompanhe o DNA. É previsível ver um político preparando o herdeiro para o mesmo palanque. Mas o que não dá para compreender — nem com teologia torcida nem com retórica piedosa — é ver o altar sendo tratado como cartório de herança.

Quando o púlpito vira propriedade

Deus chamou Moisés. Depois, escolheu Josué. Nenhum deles herdou o cajado do pai — herdaram o encargo de Deus. Mas hoje, em muitas igrejas, o cajado já vem com etiqueta de família: “De pai para filho”. E o altar, que deveria ser lugar de lágrimas, se transforma em um escritório de sucessão.

Parece forte? Pois é. Mas é isso mesmo: o púlpito deixou de ser monte de adoração para virar negócio de família. Filhos, esposas, sobrinhos, genros e noras desfilam cargos e títulos com a mesma facilidade com que se trocam chaves de um empreendimento. E o povo — que deveria discernir — se cala, confundindo honra espiritual com submissão cega.


Quando o sangue pesa mais que o Espírito

A lógica do nepotismo é simples: quem manda quer perpetuar o próprio poder.
Mas a lógica do Reino é oposta: quem manda, serve; quem sobe, se curva; quem tem, reparte.

“Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.” (Marcos 10:45)

O que dizer, então, quando ministérios passam a ter o rosto da família e não o rosto de Cristo? Quando o nome na fachada da igreja importa mais do que o Nome sobre todo nome?
(Fl 2:9)

O Evangelho não precisa de herdeiros — precisa de enviados. E o chamado não corre em veia de sangue, mas no sopro do Espírito.


O constrangimento dos que percebem, mas calam

Há quem perceba, sim. Mas aprendeu a engolir seco. Aprendeu que “questionar” é sinal de rebeldia, e que toda crítica soa como afronta à unção. Criou-se um medo quase supersticioso: “se eu tocar no ungido, Deus me castiga”.
Mas tocar não é o mesmo que discernir. E quem fecha os olhos para o erro, em nome da reverência, pratica idolatria disfarçada de respeito.

“Examinai tudo. Retende o bem.” (1 Tessalonicenses 5:21)

Examine. Questione. Ore. Pois há “ungidos” que foram chamados, e há outros que foram herdados.


A teologia da conveniência

O mais assustador é ver teólogos e pastores maduros, homens outrora zelosos, agora justificando o injustificável. Dizem que “é normal”, que “Deus também usa famílias”, que “é bom manter a linhagem do ministério”. Mas o que era um desvio, agora virou doutrina informal.
E o que era vergonha, virou modelo. No fundo, é simples: quem tem o poder, quer garantir o trono.
Quem tem o microfone, quer garantir o eco. E quem tem a igreja, quer garantir o sobrenome na placa. Só esqueceram de uma coisa: a Noiva não é herança de família. É propriedade exclusiva do Cordeiro.


Um alerta com amor e temor

Samuel não conseguiu manter seus filhos fiéis. E foi justamente o nepotismo espiritual que abriu caminho para o povo pedir um rei terreno (1 Samuel 8).


Quando o ministério vira dinastia, Deus é trocado por estrutura. E quando o altar se torna empresa, o Espírito se retira em silêncio.

Mas ainda há tempo. Tempo de arrependimento, de humildade, de quebrantamento. Tempo de lembrar que o Reino não é construído com herdeiros, mas com servos.

“Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos.” (Marcos 9:35)

Que os olhos da Igreja se abram novamente. Que o altar volte a ser santo, e não hereditário.
Que o nome gravado no púlpito volte a ser Jesus Cristo — o único digno de herdar tudo.


Conclusão: o altar não tem sobrenome

No fim, o nepotismo não é apenas erro administrativo — é heresia silenciosa. Ele transforma o Reino em feudo, o chamado em carreira, e o altar em propriedade particular. Mas o altar, querido irmão, não tem sobrenome. Tem dono.
E o dono não divide Sua glória com ninguém (Isaías 42:8).

Que essa verdade incomode, desperte e purifique. Pois melhor é ser servo no Reino, do que herdeiro de um púlpito vazio da presença de Deus.

sábado, 25 de outubro de 2025

O Silêncio dos Púlpitos

 


OS TEMAS QUE OS PREGADORES NÃO PREGAM MAIS — E O PERIGO DESSA OMISSÃO

Um chamado ao retorno à Palavra, com amor, temor e reverência ao Senhor Jesus Cristo

📖 Editorial Pavio Que Fumega

“Porque não deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.”
(Atos 20:27)


Introdução

Há uma preocupação crescente entre os servos fiéis: por que tantos pregadores têm deixado de anunciar as verdades mais fundamentais do Evangelho?
Os púlpitos, que deveriam ecoar arrependimento, santidade e cruz, muitas vezes se transformaram em plataformas de discursos motivacionais e promessas terrenas.
O que era altar virou palco. O que era palavra profética, virou entretenimento.

Com amor e temor, este texto é um alerta — não em tom de acusação, mas de chamado ao arrependimento e retorno à pureza da pregação bíblica.


1. Os temas esquecidos

Em muitas igrejas, palavras como pecado, arrependimento, santidade, juízo eterno, inferno, renúncia, cruz e volta de Cristo desapareceram dos sermões.
No lugar delas, surgiram mensagens de autoestima, prosperidade, propósitos pessoais e vitórias terrenas.

O apóstolo Paulo já advertia sobre esse tempo:

“Virá tempo em que não suportarão a sã doutrina... amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências.”
(2 Timóteo 4:3)

Não é que falar de bênção seja errado, mas omitir a verdade do pecado é trair o evangelho. A graça só é compreendida quando se entende a gravidade da culpa.


2. Motivos escusos por trás do silêncio

Nem sempre o silêncio é inocente. Muitos deixam de pregar certas verdades por motivos preocupantes:

  • Temor de perder membros ou seguidores;

  • Desejo de popularidade e aceitação pública;

  • Dependência financeira do aplauso humano;

  • Falta de vida devocional e discernimento espiritual.

Jesus foi claro:

“Ai de vós, quando todos os homens falarem bem de vós...”
(Lucas 6:26)

O verdadeiro pregador não ajusta o sermão à plateia — mas ao Espírito Santo. Pregar o que agrada pode gerar aplauso, mas pregar o que é verdadeiro gera arrependimento e vida eterna.


3. O perigo para o pregador

O profeta Ezequiel foi advertido por Deus:

“Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares... o seu sangue da tua mão o requererei.”
(Ezequiel 3:18)

O pregador que se cala diante do pecado torna-se cúmplice do erro.
Ele pode até manter boa reputação entre os homens, mas perde a aprovação do Céu.
O ministério sem unção é apenas oratória vazia. A autoridade espiritual só permanece sobre quem fala o que Deus manda, e não o que o povo deseja ouvir.


4. O perigo para as ovelhas

O povo alimentado por mensagens superficiais torna-se fraco, emocional e sem raízes.
Sem ouvir sobre o pecado, não há arrependimento.
Sem arrependimento, não há novo nascimento.
Sem novo nascimento, não há salvação.

Jesus alertou:

“Se o cego guiar o cego, ambos cairão na cova.”
(Mateus 15:14)

Há igrejas lotadas e corações vazios. Louvor alto, mas pouca santidade. Muita emoção, mas pouca transformação.
E o perigo maior é que muitos julgam-se salvos — sem nunca terem se arrependido de fato.


5. Um chamado urgente ao retorno

A igreja precisa de volta os pregadores que choram entre o alpendre e o altar (Joel 2:17).
Homens e mulheres que pregam por amor à verdade, não por vaidade.
Que preferem perder o púlpito, mas não perder a presença do Espírito Santo.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
(João 8:32)

A verdade às vezes fere, mas sempre cura.
O Evangelho sem confronto é um engano; o Evangelho sem cruz é apenas filosofia humana.


Conclusão

O silêncio diante do pecado é a mais perigosa das pregações.
Pregar o que o povo quer ouvir é fácil; pregar o que o povo precisa ouvir é prova de fidelidade.

“Pregue a palavra, insta a tempo e fora de tempo, redargue, repreenda, exorte, com toda longanimidade e doutrina.”
(2 Timóteo 4:2)

Que o Senhor levante novamente pregadores do arrependimento, voz que clama no deserto, sentinelas do tempo do fim.
Que a chama do altar não se apague, e que os púlpitos voltem a ser lugar de verdade, temor e poder do Espírito Santo.


✝️ Rádio Pavio Que Fumega — A rádio para quem tem saudades de Sião.
📖 “Voltando ao Evangelho da Cruz, ao som dos louvores que marcaram gerações.”



Pastor Atanael Souza - Uma Vida De Fé e Transformação

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