quarta-feira, 17 de junho de 2026

QUANDO A SEXUALIDADE VIRA ESPETÁCULO

 


QUANDO A SEXUALIDADE VIRA ESPETÁCULO

Uma reflexão sobre o novo modismo evangélico

Por Samuel Souza

Há algum tempo comecei a observar um fenômeno curioso dentro do meio evangélico brasileiro. De repente, surgiram especialistas por toda parte. Homens e mulheres que transformaram a sexualidade em tema central de suas palestras, congressos, perfis em redes sociais, podcasts e encontros para casais.

Não se trata apenas de terapeutas ou profissionais da área da saúde. Pastores, líderes, palestrantes e influenciadores cristãos passaram a dedicar boa parte de seu tempo a falar sobre intimidade conjugal, técnicas para melhorar o relacionamento, formas de reacender o desejo e maneiras de tornar a vida sexual mais interessante.

À primeira vista, alguém poderia perguntar: qual é o problema?

Nenhum, desde que o assunto seja tratado com seriedade, responsabilidade e à luz das Escrituras.

O problema começa quando a sexualidade deixa de ser um tema e passa a ser um espetáculo.

Nos últimos anos, tornou-se comum assistir a palestras onde termos chulos são utilizados diante de auditórios lotados. Mulheres falam para mulheres utilizando expressões que dificilmente seriam pronunciadas em ambientes cristãos há algumas décadas. Pastores contam piadas de duplo sentido em congressos de casais. Influenciadores produzem conteúdos cuidadosamente planejados para provocar curiosidade e gerar engajamento.

As imagens utilizadas nas redes sociais frequentemente se aproximam mais da publicidade sensual do que da comunicação cristã. Os títulos são construídos para despertar fantasias. As chamadas prometem segredos, descobertas e experiências capazes de transformar qualquer casamento.

O que deveria ser uma conversa madura e equilibrada muitas vezes se transforma numa mistura de entretenimento, marketing digital e aconselhamento superficial.

A questão que me preocupa não é apenas a vulgaridade crescente. O que me preocupa é a mudança de foco.

Durante séculos, a Igreja ensinou que o maior problema do homem era o pecado. Hoje, em alguns ambientes, parece que o maior problema passou a ser a falta de criatividade na vida sexual.

Enquanto isso, temas como arrependimento, santidade, domínio próprio, temor de Deus, mortificação da carne e crescimento espiritual vão sendo empurrados para as margens do discurso.

Não estou sugerindo que a sexualidade deva ser ignorada. A Bíblia não a ignora. O casamento inclui intimidade física, e as Escrituras reconhecem sua importância. O problema é que a Bíblia jamais tratou o assunto com a obsessão que vemos atualmente.

Existe uma diferença entre orientar e estimular.

Existe uma diferença entre ensinar e explorar.

Existe uma diferença entre esclarecer e transformar o tema em produto.

Talvez estejamos vivendo um momento em que alguns descobriram que sexo vende. Sexo gera visualizações. Sexo gera compartilhamentos. Sexo atrai público. E, como consequência, muitos passaram a falar sobre o assunto não porque seja o mais importante, mas porque é o que mais chama atenção.

A pergunta inevitável é: estamos ensinando princípios bíblicos ou alimentando curiosidades humanas?

Outra questão raramente discutida é a competência daqueles que assumiram a posição de especialistas.

Muitos desses palestrantes possuem pouca ou nenhuma formação sólida sobre sexualidade humana. Sua experiência limita-se à própria vivência pessoal, a alguns cursos rápidos ou à leitura de livros populares. Ainda assim, sentem-se autorizados a aconselhar milhares de pessoas sobre uma das áreas mais delicadas da existência humana.

E aqui reside um perigo que poucos percebem.

A sexualidade não é uma brincadeira inocente.

Ela não é um brinquedo emocional.

Ela não é apenas uma fonte de prazer.

Ela é uma das forças mais poderosas da natureza humana.

Quem conhece minimamente a história da humanidade sabe disso.

Guerras foram iniciadas por causa dela.

Famílias foram destruídas por causa dela.

Ministérios foram arruinados por causa dela.

Vidas foram consumidas por causa dela.

Quando mal administrada, a sexualidade pode tornar-se tão escravizadora quanto muitos vícios que costumamos condenar.

Aliás, talvez uma das maiores ingenuidades do nosso tempo seja imaginar que os desvios sexuais surgem repentinamente.

Eles não surgem.

Quase sempre começam pequenos.

Uma curiosidade.

Uma fantasia.

Uma concessão.

Uma busca aparentemente inofensiva.

Depois outra.

E mais outra.

Até que aquilo que parecia estar sob controle passa a controlar o indivíduo.

É justamente por isso que a Bíblia insiste tanto no domínio próprio.

Não porque Deus seja inimigo do prazer.

Mas porque conhece a fragilidade do coração humano.

Vivemos numa sociedade que fala de sexo o tempo inteiro. Crianças são expostas precocemente ao assunto. Adolescentes crescem cercados de estímulos. Adultos são bombardeados por imagens, discursos e sugestões praticamente vinte e quatro horas por dia.

Diante desse cenário, seria razoável esperar que a Igreja funcionasse como um contraponto.

Mas, em alguns casos, parece que ela decidiu competir com o mundo utilizando as mesmas ferramentas.

O resultado é uma geração cada vez mais informada sobre técnicas e cada vez menos instruída sobre santidade.

Cada vez mais confortável para falar sobre prazer e cada vez mais desconfortável para falar sobre pureza.

Cada vez mais interessada em experiências e cada vez menos preocupada com o temor de Deus.

Talvez a pergunta mais importante não seja como tornar os casamentos mais excitantes.

Talvez a pergunta mais urgente seja como preservar corações puros numa geração que perdeu a capacidade de corar.

Porque o objetivo do cristianismo nunca foi maximizar prazeres.

O objetivo do cristianismo é conformar homens e mulheres à imagem de Cristo.

E Cristo nunca ensinou seus discípulos a viverem em função dos seus desejos.

Ensinou-os a governá-los.

A Igreja não precisa de mais especialistas em estimular impulsos.

Precisa de homens e mulheres capazes de ensinar domínio próprio, reverência, santidade e temor do Senhor.

Num tempo em que tudo virou espetáculo, talvez a maior necessidade dos cristãos seja reaprender a tratar as coisas sagradas com a dignidade que elas merecem.

E poucas áreas da vida exigem tanto cuidado quanto aquela que Deus reservou para a intimidade do casamento.

Nem tudo o que pode ser dito precisa ser dito.

Nem tudo o que desperta curiosidade produz edificação.

E nem tudo o que gera audiência glorifica a Deus.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

MARCHANDO PARA QUAL JESUS?


Confesso que nunca consegui entender completamente a Marcha para Jesus.

Não estou dizendo que sou contra. Também não sou daqueles que criticam qualquer manifestação pública da fé cristã. Pelo contrário. Acho saudável que cristãos saiam dos templos, ocupem espaços públicos e testemunhem sua fé sem constrangimento.

Mas, depois de tantos anos assistindo às edições da marcha, continuo me perguntando: afinal, qual é o seu propósito?

É evangelismo?

Se for, seria interessante saber quantos descrentes são alcançados. Quantos se convertem. Quantos passam a frequentar uma igreja. Quantos abandonam uma vida distante de Deus após participarem do evento.

É comunhão entre os cristãos?

Pode ser. Embora a comunhão bíblica sempre tenha me parecido algo mais profundo do que caminhar algumas horas ao lado de milhares de desconhecidos ouvindo música em cima de trios elétricos.

É uma demonstração pública de fé?

Talvez.

Mas, sinceramente, depois de tantos anos, a impressão que tenho é que a Marcha para Jesus se transformou numa gigantesca vitrine onde cada participante parece encontrar um objetivo diferente. O cantor divulga sua agenda. O pastor fortalece sua influência. O político busca votos. O partido procura simpatizantes. A emissora gera conteúdo. O influenciador produz vídeos. E Jesus... bem, Jesus parece cada vez mais difícil de encontrar no meio da multidão.

O que mais me chamou a atenção neste ano não foram os milhares de cristãos presentes.

Foram os políticos.

Ali estavam figuras de todos os matizes ideológicos. Alguns deles defendendo pautas frontalmente incompatíveis com princípios bíblicos elementares. Outros que durante anos demonstraram absoluto desinteresse pelos valores cristãos, mas que, curiosamente, descobriram uma repentina afinidade com os evangélicos justamente quando o calendário eleitoral começa a se aproximar.

Nada contra políticos participarem de eventos religiosos.

Mas quando a presença deles se torna mais notada do que a mensagem pregada, alguma coisa saiu do lugar.

E como se não bastasse, ainda tivemos a ligação telefônica do presidente Lula para o evento, intermediada pelo bispo Estevam Hernandes.

A cena foi simbólica.

Enquanto milhares de pessoas participavam de uma marcha cujo nome faz referência ao Filho de Deus, uma das atenções principais acabou direcionada para uma autoridade política.

Não questiono o direito de ninguém falar. Nem o direito de um presidente cumprimentar participantes de um evento popular.

O que questiono é a inversão de prioridades.

Quando o púlpito se torna palanque, o Reino de Deus inevitavelmente perde espaço para os interesses do reino dos homens.

A Bíblia registra multidões seguindo Jesus pelas estradas da Galileia. Mas havia uma diferença fundamental. Elas caminhavam para ouvir Cristo.

Hoje, muitas vezes, parece que Cristo serve apenas como tema do evento.

A atração principal é outra.

Talvez eu esteja ficando velho.

Talvez eu seja excessivamente desconfiado.

Ou talvez eu simplesmente sinta falta da simplicidade do Evangelho.

Aquele Evangelho que não precisava de trio elétrico, celebridades, autoridades políticas nem estratégias de marketing para transformar vidas.

No fim da tarde, olhando as imagens da marcha, fiquei com a impressão de que milhares de pessoas realmente desejavam honrar a Deus. Não duvido da sinceridade delas.

Mas também fiquei com a sensação de que muitos dos que estavam nos palcos tinham interesses bem diferentes.

E foi então que me ocorreu uma reflexão incômoda.

Em ano eleitoral, parece que todo mundo quer marchar.

Marcha a direita.

Marcha a esquerda.

Marcha o centro.

Marcha o oportunista.

Marcha o candidato.

Marcha quem busca votos.

Marcha quem busca visibilidade.

Marcha quem busca influência. 

Só não tenho certeza se todos estão, de fato, marchando para Jesus.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Três Anos da Rádio Pavio Que Fumega: Um Altar Erguido Pela Graça de Deus

 

Existem obras que nascem de planejamentos humanos. Outras, porém, carregam em si marcas tão particulares da providência divina, que somente o Senhor poderia conduzi-las desde o princípio. Assim nasceu a Rádio Pavio Que Fumega.

Antes mesmo do primeiro programa ir ao ar, antes dos equipamentos, do estúdio e até mesmo das primeiras transmissões, tudo começou em direção espiritual. Cada detalhe foi sendo concebido quase simultaneamente à escrita do projeto: as cores, o slogan, a identidade visual, o perfil da programação e até mesmo o nome da emissora. Nada parecia fruto de estratégias de mercado. Era como se cada peça fosse sendo revelada pouco a pouco, debaixo de forte convicção espiritual.

Naquele momento inicial, muitas coisas causavam estranheza. O próprio nome “Pavio Que Fumega” soava incomum para muitos. A programação excessivamente conservadora, os louvores antigos, as mensagens reverentes e a proposta de resgatar a essência do Evangelho bíblico pareciam caminhar na contramão do que se via no cenário atual. Ainda assim, permanecemos firmes na visão que Deus havia colocado em nosso coração.

E aquilo que inicialmente parecia estranho, aos poucos foi encontrando abrigo no coração das pessoas.

O que antes causava questionamentos, passou a despertar identificação. Ouvintes começaram a perceber que havia ali algo diferente: um ambiente espiritual reverente, simples, bíblico e acolhedor. A saudade de Sião, expressa em nosso slogan, deixou de ser apenas uma frase e passou a representar um sentimento coletivo de muitos cristãos que ansiavam reencontrar a simplicidade do Evangelho.

A caminhada, contudo, esteve longe de ser fácil.

A evolução técnica da rádio aconteceu lentamente, passo a passo, muitas vezes em meio a limitações e desafios que somente quem constrói uma obra do zero consegue compreender. Cada equipamento adquirido representava uma pequena vitória. Microfones, computadores, mesas de som, interfaces, iluminação, câmeras e estruturas eram comprados parceladamente, conforme Deus ia provendo os recursos.

Ao mesmo tempo, surgia o desafio de aprender a operar tudo aquilo. Não havia experiência prévia, nem mesmo clareza sobre onde buscar ajuda. Em muitos momentos, sequer sabíamos qual direção seguir para resolver problemas técnicos, compreender softwares, organizar transmissões ou estruturar uma emissora minimamente funcional.

Mas Deus sustentou cada etapa.

Pouco a pouco, a evolução foi acontecendo. E junto dela, a audiência começou a chegar. Lentamente — exatamente como imaginávamos que aconteceria — principalmente pela ausência de uma estrutura profissional completa para gerir áreas fundamentais como administração, departamento comercial, marketing, identidade institucional, captação de recursos, produção técnica, gestão de conteúdo, sonoplastia, design, manutenção de equipamentos e comunicação estratégica.

Ainda assim, mesmo em meio às limitações, a mão do Senhor nunca deixou faltar aquilo que era necessário para continuar avançando.

Em abril de 2025, outro importante capítulo foi escrito em nossa história. O estúdio, até então localizado no bairro Cambuí, foi transferido para Botafogo. O novo espaço trouxe instalações mais charmosas, receptivas e adequadas para receber irmãos, convidados e entrevistados com maior conforto e excelência.

Nos dois primeiros anos, as comemorações aconteceram de maneira tímida e virtual. Sabíamos que ainda estávamos em fase de muitos ajustes e amadurecimento estrutural. Porém, ao chegarmos ao terceiro aniversário, mesmo conscientes de que ainda existem muitas demandas técnicas e profissionais para alcançarmos o nível de excelência desejado, entendemos que Deus já havia nos permitido crescer o suficiente para iniciarmos celebrações presenciais.

E assim aconteceu.

Com o mesmo zelo e visão de excelência que marcaram o nascimento da emissora, foi projetada a celebração do terceiro aniversário da Rádio Pavio Que Fumega, realizada no elegante espaço do Madame Fenerich, no Cambuí, em Campinas.

Tudo foi sendo cuidadosamente ajustado, contando com a contribuição valiosa da Pastora Liliam Vila Real, cuja dedicação e carinho foram fundamentais para que cada detalhe se tornasse especial.

O apoio das empresas Rlux Iluminação, Óticas Carol, Pet & Vet Top, Editora Autor da Fé e do próprio Madame Fenerich trouxe ainda mais beleza e força ao evento.

Os convidados foram recebidos com um saboroso café da manhã colonial, brindes foram distribuídos durante a celebração e, ao final, aconteceu o sorteio de um óculos de sol Ray-Ban oferecido pelas Óticas Carol.

Vieram irmãos e amigos de diversas cidades do estado de São Paulo, além de visitantes do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. A comunhão foi perfeita. Havia alegria sincera, abraços emocionados e um ambiente profundamente espiritual e acolhedor.

A rádio também recebeu presentes de seus ouvintes por meio de ofertas em Pix, além do carinho demonstrado na recepção aos visitantes. Gestos simples, mas carregados de amor e gratidão.

Um dos momentos mais emocionantes da celebração foi a homenagem prestada aos apresentadores da emissora. Tanto os atuais quanto aqueles que fizeram parte da nossa história e hoje já não estão conosco receberam um bonito mimo confeccionado em acrílico e mármore, contendo seus nomes e o logotipo da rádio — uma forma singela, porém sincera, de reconhecer cada vida que contribuiu para esta obra.

Mas acima de tudo, o mais importante foi perceber que, em cada detalhe, o nome do Senhor foi glorificado.

Celebrar três anos da Rádio Pavio Que Fumega não significa apenas comemorar uma emissora que permaneceu ativa. Significa testemunhar aquilo que Deus tem feito através dela.

Ao longo destes anos, ouvimos testemunhos de cura, salvação, restauração espiritual, fortalecimento ministerial e edificação através da programação. Pessoas alcançadas por uma palavra, consoladas por um louvor antigo, despertadas novamente para a reverência ao Senhor e reconciliadas com a simplicidade do Evangelho.

E talvez seja justamente isso o que mais nos emociona.

Porque a Rádio Pavio Que Fumega nunca teve como objetivo ser apenas uma rádio. Ela nasceu para ser um altar. Um instrumento. Um refúgio espiritual para aqueles que ainda amam a presença de Deus sem entretenimento vazio, sem superficialidade e sem negociações com o espírito deste século.

Seguimos conscientes de nossas limitações. Ainda há muito a crescer, estruturar, aprender e aperfeiçoar. Mas olhando para trás, é impossível não reconhecer: até aqui nos ajudou o Senhor.

E se foi Ele quem acendeu este pavio, cremos que continuará sustentando sua chama para a glória do Seu nome.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Até aqui nos ajudou o Senhor

 


Até aqui nos ajudou o Senhor: Celebrando 3 anos da Rádio Pavio Que Fumega

 

O dia 1º de maio será muito mais do que uma simples data em nosso calendário. Será um marco de gratidão, alegria e celebração pelos 3 anos da Rádio Pavio Que Fumega — um projeto que nasceu no coração de Deus e que, ao longo desse tempo, tem sido sustentado por Sua graça e fidelidade.

Nos reuniremos no Madame Fenerich, no tradicional bairro Cambuí, em Campinas, para viver um momento especial ao lado da nossa equipe e dos nossos ouvintes. Será um encontro de comunhão, onde poderemos olhar para trás e reconhecer: até aqui o Senhor nos ajudou.

Ao longo desses três anos, temos visto uma evolução clara em todos os aspectos da rádio. Crescemos tecnicamente, melhoramos nossa estrutura, ampliamos nosso alcance e, acima de tudo, fortalecemos nosso propósito: levar mensagens edificantes, louvores que marcaram gerações e conteúdos que alimentam a fé de um povo que tem saudade de Sião.

Nada disso seria possível sem pessoas que Deus levantou para caminhar conosco.

Nossa profunda gratidão vai para cada apresentador, homens e mulheres que, de forma voluntária, têm se dedicado com zelo à obra. Cada mensagem transmitida, cada programa preparado, cada palavra liberada carrega não apenas conteúdo, mas compromisso com o Reino de Deus.

Também reconhecemos com gratidão os irmãos que têm investido nessa obra como mantenedores e ofertantes. Em um tempo onde muitos priorizam tantas outras coisas, vocês escolheram semear no Reino — e isso tem feito toda a diferença. Essa rádio existe porque há pessoas que entenderam o valor espiritual desse trabalho.

E como não mencionar os testemunhos?

Temos recebido relatos que confirmam aquilo que sempre cremos: Deus está agindo através desta obra. Vidas sendo alcançadas, corações sendo restaurados, pessoas sendo fortalecidas na fé. Temos visto, claramente, a mão de Deus se manifestando.

Por isso, essa celebração não é apenas um evento — é um altar de gratidão.

Que esse momento seja apenas o começo de um novo ciclo ainda mais frutífero, mais firme e mais comprometido com aquilo que realmente importa: servir ao Senhor com fidelidade.

Seguimos com a certeza de que o mesmo Deus que nos sustentou até aqui continuará nos conduzindo.

A Ele toda honra, toda glória e todo louvor.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Pastor Atanael Souza - Uma Vida De Fé e Transformação

 


Angra dos Reis, com suas ilhas, montanhas e mar exuberante, guarda histórias que vão muito além de sua beleza natural. Entre elas está a de Atanael de Souza, um homem cuja vida se tornou testemunho vivo de fé, perseverança e amor ao próximo. Sua caminhada não se explica apenas por datas ou cargos, mas pela forma como Deus foi se revelando em cada etapa de sua história.

Conhecido carinhosamente como Nael, Atanael sempre demonstrou um coração sensível à voz de Deus. Desde cedo, aprendeu que a fé não é um discurso vazio, mas uma prática diária, forjada muitas vezes em meio às dores e desafios. Essa compreensão nasceu dentro de casa, no seio de uma família simples, marcada por limitações materiais, mas profundamente influenciada pela fé de sua mãe, Aurelina. Mulher piedosa, ela ensinou seus filhos a orar, a confiar no Senhor e a permanecer firmes mesmo quando a vida parecia dura demais. Esse legado espiritual se tornaria um alicerce inabalável na vida de Atanael.

Ao longo dos anos, a família enfrentou perdas, tragédias e provações que deixaram marcas profundas, mas também fortaleceram laços e moldaram um caráter resiliente. Foi nesse ambiente que Atanael aprendeu que a esperança em Deus não elimina o sofrimento, mas dá sentido a ele.

Em sua juventude, o desejo por uma fé viva e autêntica passou a inquietar seu coração. Ele não se conformava com uma espiritualidade mecânica ou superficial. Em meio a reuniões de oração e momentos de busca intensa, fez um clamor que definiria sua trajetória: pediu a Deus que sua vida tivesse relevância. Esse pedido, feito em quebrantamento, ecoou por toda a sua caminhada ministerial.

Antes mesmo de se dedicar integralmente ao pastoreio, Atanael expressou sua vocação de servir atuando na área da saúde, no Hospital Codrato de Vilhena. Ali, seu cuidado com as pessoas ia além da técnica profissional; havia compaixão, escuta e sensibilidade espiritual. Esse mesmo espírito de serviço acompanharia seu ministério pastoral, que foi ganhando forma de maneira natural e consistente.

Ao longo de sua caminhada, Atanael pastoreou igrejas, formou líderes e esteve presente em momentos decisivos na vida de muitas pessoas. Seu ministério foi marcado por orações que trouxeram cura, libertação e restauração, sempre apontando para Cristo como a fonte de toda transformação. Os testemunhos que o acompanham falam por si: uma criança curada quando tudo indicava a necessidade de cirurgia, vidas alcançadas pela mensagem do Evangelho, corações endurecidos sendo quebrantados pelo poder da Palavra, inclusive o de alguém que vivia envolvido com o satanismo.

Mesmo assim, sua história não foi construída apenas sobre vitórias. Atanael enfrentou dores profundas, como a perda de amigos em um grave acidente automobilístico. Nesse episódio, seu filho Thiago sobreviveu de forma milagrosa, trazendo consolo em meio ao luto. Sustentado pela fé, Atanael aprendeu a transformar sofrimento em testemunho e dor em esperança.

Hoje, o Pastor Atanael de Souza exerce o ministério como pastor sênior da Igreja Evangélica Propósito Eterno, em Angra dos Reis. Além disso, apresenta diariamente o Momento da Oração na Rádio Pavio Que Fumega, onde suas ministrações simples, bíblicas e cheias de sensibilidade espiritual têm impactado profundamente os ouvintes, fortalecendo a fé, trazendo consolo e renovando a esperança de muitos.

A vida do Pastor Atanael não pode ser resumida a uma sequência de acontecimentos. Ela é, acima de tudo, a prova de que uma fé genuína transforma histórias, sustenta em meio às perdas e continua produzindo frutos ao longo do tempo. Seu legado permanece como convite e inspiração: buscar uma vida de intimidade com Deus, marcada por oração, humildade e total dependência do Senhor.





quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Quando a Fidelidade Se Torna Ministério


 

Quando a Fidelidade Se Torna Ministério



A Rádio Pavio Que Fumega nasceu com um propósito simples e profundo: reacender corações, despertar vidas e alcançar aqueles que estão afastados de Jesus. Embora nossa programação sirva ao cristão conservador que busca louvores, mensagens bíblicas e conteúdo edificante, nosso foco principal é alcançar quem está distante, ferido, frio na fé ou perdido no caminho.
E para que esse objetivo se cumpra, não basta uma equipe. É preciso um povo.

Entre os muitos irmãos que caminham conosco, a irmã Ester Pires, de Valinhos/SP, se tornou um exemplo precioso. Mais do que uma ouvinte fiel desde os primeiros dias, ela assumiu — sem jamais pedir reconhecimento — um papel de cooperação que honra o Reino de Deus. Na intercessão, encontra força; na divulgação, demonstra zelo; e no envio de louvores, sugestões e observações construtivas, exerce aquilo que podemos chamar, com todo respeito, de uma “onbudsman na informalidade”: uma voz madura e equilibrada que nos ajuda a manter o foco, a clareza e a fidelidade doutrinária.

É importante dizer: a irmã Ester não gosta de autopromoção. É discreta, reservada e comprometida somente em agradar ao Senhor. Mas é justamente por isso que seu exemplo merece ser registrado — não para sua exaltação pessoal, e sim para inspirar outros.

A verdade é simples: Quando alguém se envolve com a rádio, está evangelizando junto.
Quem ora, quem divulga, quem sugere, quem contribui, quem compartilha… todos participam da mesma obra. A Palavra que chega a alguém afastado pode ter passado pelo esforço silencioso de um intercessor, pela dedicação de quem enviou uma música, pela fidelidade de quem compartilhou um link.

Nestes dois anos no ar, a Rádio Pavio Que Fumega já alcançou números expressivos de audiência e cresceu tecnicamente de forma visível. E esse avanço continua dia após dia. Isso só é possível porque entendemos que este trabalho não é um projeto pessoal da direção, mas um ministério de evangelização. Nossa prioridade não é nome, não é palco, não é status — é o Reino de Deus.

Por isso, registramos aqui nossa gratidão pela vida da irmã Ester, e ao mesmo tempo lançamos um convite sincero a todos os ouvintes: Se você tem tempo, dons ou disposição, há muito que pode fazer pela obra. Orar. Divulgar. Sugerir conteúdos. Enviar louvores edificantes. Ofertar quando Deus tocar. Cada gesto conta. Cada mão que se une fortalece a missão.

A chama continua acesa — e ela se mantém viva porque muitos, como a irmã Ester, decidiram somar.

Que o Senhor levante ainda mais cooperadores, e que a Rádio Pavio Que Fumega siga sendo instrumento para reacender corações em todo lugar.
Para a glória de Deus. Sempre.



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

RETROSPECTIVA PAVIO QUE FUMEGA — UM ANO EM QUE A MÃO DE DEUS NOS CARREGOU


RETROSPECTIVA PAVIO QUE FUMEGA — UM ANO EM QUE A MÃO DE DEUS NOS CARREGOU 

Quando olhamos para este ano que está terminando, algo nos emociona profundamente: o Senhor esteve conosco em cada passo. Não foi apenas mais um ano de programação; foi um ano em que sentimos, de maneira real, o cuidado, a direção e o sopro de Deus sobre a Rádio Pavio Que Fumega.

Quantas vezes entramos no ar cansados, mas fomos renovados enquanto anunciávamos a Palavra? Quantos lares foram alcançados quando nem imaginávamos? Quantos testemunhos chegaram, dizendo que um louvor específico, uma mensagem antiga, uma palavra simples, restaurou alguém que já não tinha forças? Esse é o nosso combustível. É por isso que seguimos. É por isso que existimos.

Vivemos um tempo em que o mundo parece girar cada vez mais rápido rumo ao caos. As profecias se desenrolam diante de nós não como teoria, mas como realidade viva. Em Israel, os conflitos e tensões lembram o relógio profético que avança sem pausa. Em nações da Europa, como a França, vemos a fé sendo empurrada para as margens, enquanto a secularização tenta sufocar qualquer respiro de espiritualidade bíblica. Tudo isso apenas confirma aquilo que Jesus disse: “Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo…”

E se o tempo é urgente, nossa missão também é.

A Pavio Que Fumega não foi chamada para entreter. Não foi chamada para agradar. Foi chamada para despertar. Para reacender. Para manter acesa a chama que muitos pensam estar se apagando.

Por isso seguimos transmitindo a Palavra genuína, o louvor que edifica, a mensagem que confronta, consola e transforma. Nosso coração se alegra por poder ser, ainda que pequeninos, uma voz no deserto clamando: “Endireitai o caminho do Senhor!”

E aqui, de joelhos diante de Deus, nasce nossa gratidão.

Agradecemos ao Senhor, que sustentou cada equipamento, cada transmissão, cada madrugada de programação. Agradecemos a você, ouvinte, que caminha conosco, que crê nessa rádio, que ora, contribui, divulga e participa. Agradecemos aos colaboradores e parceiros que se colocaram na brecha conosco, entendendo que esta obra não é nossa — é do Senhor.

Vocês fazem parte da história que o céu está escrevendo através desta emissora. E enquanto Deus nos der vida, enquanto houver graça, enquanto houver um coração sedento do outro lado do rádio… nós continuaremos.

O nosso convite é simples e sincero: permaneça conosco no próximo ano. Vamos seguir lado a lado, sustentando a chama, anunciando a verdade e aguardando o breve retorno do nosso Rei.

Que o Senhor nos conduza com misericórdia e poder para mais um ano de obra, fé e perseverança.

Pavio Que Fumega — a rádio para quem tem saudades de Sião.



QUANDO A SEXUALIDADE VIRA ESPETÁCULO

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